quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dicas e cuidados básicos com instrumentos musicais



Quem tem e (ou) gosta de tocar algum instrumento musical, sabe que quando se está executando alguma melodia o seu instrumento musical passa a ser como se fosse “a extensão de seu próprio corpo”, uma “parte de si mesmo”. E, fato é que em menor ou maior grau, criamos um “apego” ao instrumento, e muitos até tratando o instrumento da mesma forma que tratariam a um animal de estimação ou digamos uma jóia valiosíssima.

Sendo assim, é muito importante sabermos dar o devido valor a nossos instrumentos musicais, para que estes tenham sempre aquele aspecto de novo e não percam sua qualidade com o passar do tempo e para que possamos ter sempre aquele prazer inicial que tivemos desde a primeira vez que vimos e executamos alguma música nele.

Dicas importantes

  • Mantenha o instrumento em um local apropriado, ventilado, protegido da poeira, umidade, luz solar, e deixando o instrumento sempre em um pedestal, estante, mala ou capa apropriado, para não haver risco do mesmo ficar empenado;
  • Tenha bastante cuidado ao manejar o instrumento, segure-o com firmeza para evitar quedas e sempre faça seu manuseio em um local que tenha espaço, para evitar esbarrões com outros objetos;
  • Sempre ao acabar de manusear o instrumento, passe sobre ele uma flanela ou pano limpo e seco para tirar toda gordura corporal ou suor passadas pelas mãos;
  • Para instrumentos de sopro é importante também, após cada execução, fazer uma limpeza interna do instrumento, para tirar toda humidade que possa existir internamente.
  • Periodicamente faça uma boa limpeza sobre todo o instrumento, com flanela ou pano limpo e seco, se possível desmontando ele (desde que você saiba ou se sinta seguro sobre o que está fazendo), ou leve seu instrumento regularmente para um luthier de confiança, para que ele possa limpar seu instrumento peça por peça e ainda poder fazer alguma regulagem e afinação quando necessário. Se for usar algum produto químico no instrumento, use o que tiver estipulado no manual de instrução do seu instrumento, fornecido pelo fabricante.

Então é isso. Cuide bem do seu instrumento que ele durará por muitos anos e lhe trará muitas alegrias. E tenha também bastante cuidado consigo próprio quando manejar o instrumento, observando sempre sua coluna, e executando o instrumento de forma confortável e com a musculatura relaxada.

Fonte: http://www.dreammusical.com.br/noticias/cuidados-instrumentos-musicais.html

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Incidência de LER (Lesões por Esforços Repetitivos) em instrumentistas.

Pensando no seu bem estar, separamos este artigo do blog da marca de cabos, conectores, acessórios musicais e ferragens SANTO ANGELO, sobre a incidência de LER (ou DORT) em músicos. (A Toka Maior trabalha com os produtos desta marca)



Muitas pessoas já leram ou escutaram sobre LER (Lesão de Esforço Repetitivo) e nos últimos anos a Medicina do Trabalho começou a chamar de DORT (Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho ). Se não tomar os devidos cuidados, um musico pode apresentar estas duas doenças. Se for amador, quando doente seria denominado com LER e se fosse um profissional seria denominado DORT devido estar relacionado ao trabalho e não ao seu lazer.


Ao se falar em doenças ocupacionais, muitos imaginam que apenas as grandes empresas tais como Centros de Processamento de Dados, Operadores de Telemarketing ou outros prestadores de serviços, associados ao uso de computadores, sujeitam seus empregados a tais riscos. Isto é verdade, mas não exclusividade, pois na grande maioria das profissões, existem pessoas que adquiriram algum tipo de lesão no decorrer de sua vida profissional. Em outras palavras, a LER ou DORT é considerada atualmente como a doença dos tempos modernos. No caso dos músicos que, antigamente desenvolviam essas lesões eram classificados como portadores de “Reumatismo”. Era comum ouvir dos músicos profissionais: “Meu pulso abriu e não consigo mais tocar”. Felizmente, hoje em dia, após a grande evolução tecnológica na área de diagnósticos, sabemos exatamente qual estrutura anatômica foi atingida pela doença.

Uma pergunta que você pode estar pensando agora é: “Será que um instrumento musical pode ocasionar mais lesões que outro?” Na minha humilde opinião, todos os instrumentos podem ocasionar lesões quando o músico não segue orientações básicas de uso, por desconhecimento, por “preguiça” de se prevenir ou até que um dia a doença “bate na sua porta”.

Para vocês terem uma ideia do problema, em 2008 o jornal “Folha de São Paulo” mostrou uma reportagem citando que pesquisa com 93 pianistas, 92% deles se queixavam de dores, fadiga muscular e dormência: http://migre.me/j41F8

Tocar um instrumento deve ser praticado com os movimentos mais naturais possíveis, e para isso devemos observar-nos no espelho, sendo músico profissional ou não. Ao estudar jamais devemos continuar tocando após sentir quadros dolorosos, cansaço ou câimbras. O correto seria aprimorar a técnica para ordenar, de maneira racional, todos os nossos movimentos com concentração, pois a falta de atenção pode nos levar a praticar movimentos errados e forçados. Lembrando que a fadiga muscular é a sensação de cansaço após um longo período de estudo do instrumento. A dor que este cansaço produz é um aviso da Natureza de que os músculos, tendões e nervos já estão no limite, porque fizeram o máximo de esforço.

Tente agora identificar o que você está fazendo de errado com este breve resumo:

- Usar Força em Excesso: isto pode acontecer durante um processo de aprendizagem do instrumento, bem como durante uma apresentação. O que não pode ocorrer é tornar uma regra geral na sua atividade musical.

- Postura Inadequada: Não é só para tocar um instrumento, mas sim para ler, assistir TV, sentar-se a mesa para as refeições, etc. Ao trabalhar com a postura ideal para cada instrumento, um fato tem que ficar bem claro: ninguém possui o mesmo corpo, muito menos o mesmo tamanho de membros. Portanto o professor deve ficar atento às particularidades físicas de cada aluno, sem, no entanto, se afastar da postura ideal e correta para cada instrumento. Pessoas muito grandes ou muito pequenas merecem uma atenção maior em relação à postura, pois os instrumentos na maioria das vezes não se adaptam bem ao seu tipo físico.

- Compressão Mecânica: Quando digitamos no teclado do computador ou tocamos violão, não percebemos que estamos, muitas vezes, ocasionando uma compressão mecânica de nossos antebraços ou punhos. No violão, o problema pode ser amenizado colocando-se uma flanela dobrada na região do antebraço que sofre esta compressão.

- Ambientes Frios: Os ambientes com aparelhos de ar condicionados são confortabilíssimos em épocas de calor, sempre lembrando que todo estúdio de gravação é “recheado de aparelhos de ar condicionados”. Nestes ambientes frios a circulação sanguínea nas extremidades do nosso corpo é diminuída, promovendo maiores chances de ocasionar lesões aos músculos, nervos e tendões.

O alto grau de performance exigido dos instrumentistas, dada a evolução e técnica dos instrumentos, acaba por solicitar uma excessiva dedicação do músico que, na tentativa de conseguir a perfeição e o total domínio técnico, muitas vezes ultrapassa seu limite físico. O instrumentista seja solista, músico de orquestra, integrante de qualquer outro tipo de agrupamento musical ou um dedicado amador, arca com enormes demandas físicas, sendo estas consideravelmente potencializadas por pressões financeiras e profissionais. O estresse diário de atividades repetitivas, rotineiras e necessárias para um bom desempenho técnico é prejudicial ao organismo e o efeito acumulativo de substâncias tais como as catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina) e o cortisol nos tecidos pode eventualmente exceder o limiar de tolerância fisiológica natural.

Essas atividades repetitivas, acrescidas de posturas viciosas inadequadas ultrapassam os limites de tolerância das estruturas anátomo-fisiológicas e produzem incapacidades. O estresse psicológico associado às injúrias decorrentes do excesso pode prejudicar ou mesmo interromper uma carreira musical.

Com certeza você já escutou falar sobre estas doenças que vou apenas citar. Elas podem ser diagnosticadas dentro das síndromes que estamos abordando: L.E.R e D.O.R.T

- Tenossinovite Ocupacional

- Tenossinovite Estenosante

- Dedo em Gatilho

- Síndrome de Quervain

- Síndrome do Túnel do Carpo

- Síndrome do Canal de Guyon

- Síndrome do Pronador Redondo

- Síndrome do Supinador

- Cisto Sinovial

- Epicondilite

- Fibromialgia do Pescoço

- Síndrome do Desfiladeiro Torácico

O que devemos fazer então? Como o ditado popular nos ensina que “é melhor prevenir do que remediar”, devemos ficar atentos e observar a nossa postura durante os momentos de estudo e execução do instrumento musical, deixando de lado as posturas incorretas do nosso dia a dia. Como regra geral o músico deve seguir os seguintes procedimentos:

- Exercícios Físicos para condicionamento geral

– Fazer alongamentos antes, durante, depois e sempre quando lembrar.

- RPG ( re-educação postural global ).

- Correção dos hábitos posturais, principalmente ao uso do instrumento

- Evitar longos períodos de gravação, estudo ou shows, lembrando de parar por 10 minutos a cada hora trabalhada,

Como ilustração de exercícios para a mão e os dedos, eu uso e recomendo aparelhos como o “Pega Firme” distribuído pela SANTO ANGELO que, mais do que um item comercial, deveria estar no bag de todo musico que, como eu, toca um instrumento musical de corda.

Nas figuras abaixo, descrevo alguns exercícios de alongamento e para as mãos:


Exercícios Pega Firme
Exercícios

Lembro também que ao juntar consumo de álcool em excesso, drogas e outros elementos da vida pouco saudáveis muito comuns no meio artístico, os músicos ainda podem desenvolver lesões de esforços repetitivos. E posso afirmar de “camorote” que a única pessoa que pode lhe ajudar é VOCÊ mesmo. Assim, recomendo que você consulte sempre um medico de confiança, caso sinta algum dos sintomas que descrevi neste post.

O resto você já sabe, escreva-nos contanto suas experiências para que todos possamos aprender juntos e evoluir como seres humanos.

Abraço forte e até a próxima.

Fonte:
http://blog.santoangelo.com.br/ta-doendo-pra-tocar/#sthash.XLfbG9kS.dpuf

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cuidados com o Microfone

Já que abordamos alguns cuidados com a voz, nada mais justo que falarmos sobre os cuidados com o microfone também. 

Há uma série de cuidados na utilização do microfone que você pode adotar para torná-lo um amigo. 
Vejamos alguns desses cuidados, aqui chamados de “Os 7 Mandamentos do Amigo do Microfone”.

1º Mandamento: Não bata

É muito comum que você, ao segurar um microfone para utilizar, dê algumas “batidinhas” nele com o objetivo de verificar se ele está funcionando. Por favor, não faça isso. Lembra-se do diafragma e do elemento gerador? Com o tempo, de tanto apanhar, eles se danificarão podendo partir-se.

O microfone vítima dessas “batidinhas” passa, depois de certo período de surras constantes, a reagir apresentando um som “choco e rachado”. É a forma que ele encontra para se vingar dos maus tratos recebidos.

Como você consideraria alguém que, ao se aproximar de você, ao invés de cumprimentá-lo educadamente fosse logo espancando você? Amigo ou inimigo?!

2º Mandamento: Não assopre

Muitos de nós, também no desejo de verificar se o microfone está funcionando, temos o hábito de assoprar o microfone: fu… fu… som… som… Não é assim que fazemos?

Pois é, de agora em diante controle-se e não faça mais isso. Ao assoprar o microfone você despeja alguns mililitros de saliva sobre ele!!! Essa saliva vai gerar um mau cheiro no pobrezinho do microfone e ele não pode tomar banho para se limpar… isso é muito anti-higiênico!!!

Quando você quiser verificar se um microfone está funcionando, apenas fale…

3º Mandamento: Não grite

Por favor, não grite… o microfone não é surdo!!!

A finalidade de um sistema de sonorização é amplificar o som que você está produzindo. Sendo assim, não é recomendável que você atinja o microfone com volume de voz extremamente alto porque, dependendo de como foi construído (se for um capacitivo, por exemplo), o sinal será distorcido. Você terá sua voz reproduzida de forma “rachada”.

Isso sem levar em consideração o incômodo que será causado na audiência…

4º Mandamento: Não fale se movimentando

Alguns de nós temos o hábito de falar/cantar movendo-nos de um lado para o outro diante do microfone, quando este está fixo. Os microfones têm uma capacidade “auditiva” limitada. Eles não são capazes de “ouvir” se você estiver falando ou cantando muito afastado dele para as laterais. Você precisa falar e/ou cantar diretamente em frente a ele. Aí ele poderá perceber toda a beleza de sua voz.

5º Mandamento: Não tenha medo

Muitas pessoas têm medo de microfones e por isso afastam-se dele demasiadamente. À medida que você se afasta do microfone, ele passa a ter dificuldades de “ouvir” você. Sua voz ficará com excesso de agudos e sem peso (graves): a conhecidíssima “voz de taquara rachada”.

Para obter um bom desempenho, aproxime-se do microfone até cerca de 5 cm. Não se preocupe, ele não morde.

6º Mandamento: Não o engula

Não vá para o evento com fome esperando engolir alguns microfones: eles dão indigestão!!!

Na ânsia de fazer uma boa apresentação, falamos tão próximo ao microfone que quase o engolimos. A essa distância tão pequena certamente lançaremos sobre o pobre coitado aqueles mililitros de saliva, lembra-se? E também não podemos nos esquecer que estes perdigotos (as famosas gotículas de saliva) normalmente carregam germes, o que piora ainda mais a situação.

Essa prática prejudica também a qualidade do som: os microfones direcionais (usados por nós em 99% das aplicações) têm uma propriedade chamada “efeito proximidade”. Esse efeito encorpa os graves à medida que o microfone é aproximado da fonte sonora. Sendo assim, você terá o som da sua voz cheio de graves e provavelmente sem clareza, para não falar do maravilhoso efeito “puf”.

É só lembrar do item anterior: a distância adequada para uma boa captação é cerca de 5 cm afastado da boca e diretamente em frente ao microfone.

7º Mandamento: Não enrole

Quando seguramos o microfone na mão, temos o hábito de enrolar o cabo: pare com isso e não enrole, cante!!! Ou fale!!!

Ao enrolar o cabo do microfone, você provoca alteração em suas propriedades elétricas e, com o tempo, danifica as soldagens que o unem aos plugs. O que resulta disso são chiados e barulhos diversos.

Ao segurar um microfone, deixe o cabo completamente livre e solto.

Bom, depois de indicar a você algumas maneiras práticas de evitar problemas com os microfones e de aumentar sua vida útil, aqui vão mais algumas outras dicas:

1) Aceite as orientações do técnico de som. Ele está ali para ajudá-lo a obter o melhor desempenho possível. Se você tiver alguma idéia, discuta-a com ele.

2) Para evitar o problema de encher o microfone com saliva e minimizar o efeito “puf”, use espumas de proteção. Elas podem ser encontradas com facilidade no mercado.

3) Você poderá obter sons mais graves ou mais agudos apenas afastando ou aproximando o microfone. É só lembrar do “efeito proximidade”, que pode e deve ser usado em seu favor.

4) Não passe na frente das caixas acústicas com o microfone apontado para elas. Isso causará microfonia.

5) Não envolva o globo do microfone (aquela parte redonda que protege a cápsula) com a mão. Isso altera o padrão de captação do microfone e pode causar microfonia.

Fonte: http://musicaeadoracao.com.br/25616/microfones-amigos-ou-inimigos/#sthash.c1PL2X83.dpuf

Na Toka Maior - Loja, você encontra o microfone ideal para a sua necessidade, venha nos visitar e confira.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

No dia Mundial da Voz, algumas dicas de cuidado com esse importante "instrumento musical"


14 cuidados para manter a voz saudávelComo comer maçã e até bocejar ajudam a preservar a saúde vocal

Passar um dia rouco já é o suficiente para perceber o quanto a voz é importante para o ser humano. Por meio dela, conseguimos comunicar nossos pensamentos e emoções, além de revelarmos muito da nossa personalidade. 

Os cuidados com esse meio de expressão é essencial. "Cuidar da voz é uma questão de condicionamento físico. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia", aconselha a fonoaudióloga Thays Vaiano. 

"O ideal é prestar atenção nos sinais que a voz nos dá. Ficar rouco com frequência, sentir dor, dificuldade na hora de falar ou viver com a garganta coçando são sinais de que algo vai mal", completa a especialista. Para evitar esses incômodos e garantir uma voz saudável, confira dicas de fonoaudiólogos:


1- Invista na maçã! A fonoaudióloga Thays Vaiano explica que a fruta tem ação adstringente, ou seja, "limpa" a garganta, trazendo alívio e bem-estar.


2- Evite pigarros: "Ao efetuar muitos pigarros com o objetivo de melhorar a secreção presente nas pregas vocais, o efeito é exatamente contrário", adverte a fonoaudióloga Sonia Salama, membro do Comitê Nacional de Fluência da Fala. Por isso, para compensar a necessidade de tossir ou pigarrear forte, tente beber água ou deglutir algumas vezes.


3- Boceje! O lema é relaxar. Aproveite ao acordar para bocejar e espreguiçar, ações que podem diminuir a tensão da região do pescoço e dos ombros. "Transforme também a hora do banho em um momento de relaxamento. Faça alguns exercícios movimentando os ombros e o pescoço na água morna", aconselha a fonoaudióloga Solange Dorfman.


4- Evite o cigarro. Ele é um dos maiores vilões da voz - e da laringe! "Causa irritação e pode provocar laringite. Com o tempo, a voz engrossa e perde a potência", explica Sonia Salama, fonoaudióloga. A nicotina, associada ao calor da fumaça, resseca as cordas vocais fazendo com que você fique rouco ou force ainda mais a musculatura para falar. E as consequências não ficam por aí: estudos comprovam que a incidência de câncer de laringe é maior em fumantes.


5- Beba álcool com moderação. Ele também irrita as vias respiratórias e altera a qualidade vocal. Alguns cantores costumam dizer que a bebida ajuda a "aquecer" a voz. Mas não caia nesse mito! "O excesso de álcool pode até gerar um efeito agradável de relaxamento, mas também tem o efeito de anestésico", explica a fonoaudióloga Sonia. Com as pregas vocais "amortecidas", não conseguimos controlar o esforço que utilizamos ao falar e podemos exagerar, causando um grande desgaste.


6- Não tome muito café. Essa bebida energética também é censurada quando o assunto é saúde vocal. Os responsáveis são o teor de cafeína e a temperatura elevada do café. "Eles desidratam as cordas vocais, assim como o cigarro, e provocam um aumento da acidez no estômago, causando refluxo e ardor na hora de falar", alerta a fonoaudióloga Thays Vaiano.
Articule bem as palavras. A leitura labial e a boa dicção são importantes na comunicação. Articular bem a boca ao conversar facilita que os outros entendam o que você quer dizer e evita que você tenha que falar mais alto ou gritar para conversar.


7- Articule bem as palavras. A leitura labial e a boa dicção são importantes na comunicação. Articular bem a boca ao conversar facilita que os outros entendam o que você quer dizer e evita que você tenha que falar mais alto ou gritar para conversar.


8- Não grite, não sussurre. Fale normalmente. Usar a voz em tom mais alto ou mais baixo que o habitual necessita um esforço maior, que pode provocar a formação de nódulos. "O calo acontece quando a pessoa força demais a musculatura e produz um choque entre as cordas vocais, devido a essa tensão exagerada. Como consequência, a voz fica com um agudo muito irritante e as pessoas perdem até mesmo o fôlego para falar", explica José Antônio Pinto, otorrinolaringologista do Hospital e Maternidade São Camilo.

9- Preste atenção na sua respiração. Respirar pelo nariz é sempre mais saudável. Problemas respiratórios - a maioria de fundo alérgico - nos levam a respirar pela boca. Com isso, a garganta fica mais ressecada e fazemos um esforço maior para falar e respirar.


10- Tome bastante líquido em temperatura ambiente. A hidratação é a chave para cuidar das pregas vocais. O ideal é ingerir uma média de dois litros de água por dia, ou um copo de água a cada duas horas. "Dessa forma, toda a área das pregas vocais fica mais lubrificada", afirma a fonoaudióloga Sonia Salama. Se sua garganta for sensível ou já estiver irritada, também é interessante evitar líquidos muito gelados.


11 - Tire do cardápio alimentos que causam azia e má-digestão. O motivo é o refluxo gástrico, que é ácido e pode irritar a garganta. A fonoaudióloga Solange Dorfman também recomenda manter sempre uma alimentação equilibrada, sem ficar muitas horas em jejum, e mastigar bem os alimentos.


12- Procure não gritar, falar muito alto ou cantar durante muito tempo. Alterne períodos de descanso vocal com atividades nas quais você tem que falar muito. "Usar a voz seguidamente durante muito tempo pode levar a uma fadiga muscular", justifica a fonoaudióloga Solange. Aos profissionais que precisam fazer uso diário e constante da voz - como professores, cantores, atores e jornalistas -, fica a dica da fonoaudióloga Thays Vaiano: "Tente não concentrar a força no pescoço, pois é esta força cervical que compromete o aparelho fonador"


13 - Evite ficar muito tempo em ambientes com ar condicionado. Ele compromete a respiração e resseca o aparelho fonador. É preciso fazer um esforço muito maior com as cordas vocais para produzir o mesmo som que seria emitido sem tanta dificuldade em um ambiente livre de ar condicionado.

14 - Nada de muitos condimentos na comida. Pimenta e outros temperos podem deixar a comida mais saborosa, mas o exagero pode provocar irritações nas cordas vocais. Dependendo da sensibilidade, nem mesmo um bom gole de água pode aliviar a complicação.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/13136-14-cuidados-para-manter-a-voz-saudavel
POR LETÍCIA GONÇALVES - ATUALIZADO EM 13/06/2014


quarta-feira, 8 de abril de 2015

A música contra o câncer

Música pode ajudar em tratamento contra o câncer, diz estudo
Efeitos positivos foram notados em relação a humor, dor e qualidade de vida.
Respiração e circulação também se beneficiam da terapia.


Ouvir música ajuda pacientes de câncer no tratamento contra a doença, segundo médicos norte-americanos. A revisão sistemática que chegou a essa conclusão afirma ainda que esse tipo de terapia obtém efeitos positivos em relação ao humor, à dor e à qualidade de vida de quem se submete ao tratamento.

Os pesquisadores analisaram os quadros de 1.891 pacientes em 30 experimentos distintos. Desses, 13 usaram música ao vivo, executada por terapeutas musicais devidamente treinados, e os outros 17 recorreram a gravações. A duração e a frequência dessas terapias variou bastante.

Em comparação ao tratamento convencional, houve baixa significativa nos índices de ansiedade clínica. Os resultados apontam também para melhoras na qualidade de vida, embora nenhum dado indique baixa no nível de depressão. Ainda foram registrados efeitos benéficos para a respiração e a circulação.

“Os resultados sugerem que as intervenções musicais podem ser úteis como um tratamento complementar para pessoas com câncer”, afirmou Joke Bradt, da Universidade Drexel, em Filadélfia, nos EUA. O pesquisador disse, contudo, que mais experimentos devem ser feitos para entender o impacto da música sobre o nível de estresse, pois os dados disponíveis ainda são insuficientes.


Fonte: G1
http://glo.bo/r9EhKF

terça-feira, 7 de abril de 2015

Dia Mundial da Saúde... comemore com música!!!!!




Que a música faz bem ao corpo e a mente, todo mundo sabe (ou já sentiu). Você ouve um acorde ali, outro acolá e em poucos segundos é tomado por emoções que acalmam fazem você viajar no tempo e relaxar. 

Mas você sabia que além de relaxar, alegrar e trazer à tona lembranças e saudades, a música pode agir em nosso organismo curando doenças

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, analisou 10 mil voluntários fumantes e sem problemas de saúde. 

Entre outras atividades, os cientistas pediram aos pacientes voluntários que elegessem uma canção que os fizesse se sentir bem e outra que aumentasse a ansiedade. 

Após a pesquisa, os cientistas perceberam que os vasos sanguíneos dos braços dos voluntários se dilataram em 26% após ouvirem uma música alegre, enquanto as canções que lembravam tristeza e causavam ansiedade provocaram uma redução de 6% no fluxo sanguíneo.

Você sabe porque isso acontece?
Quando escutamos música, nosso ouvido transforma os sons em estímulos elétricos que chegam ao nosso cérebro provocando o aumento da produção de endorfina.

Este hormônio, por sua vez, causa sensação de bem-estar e relaxa o corpo, diminuindo os batimentos cardíacos e a pressão arterial. 

"Nosso organismo é dotado de uma Identidade Sonora, chamada de ISO, que comanda nossa percepção e produção dos sons. Quando há um desequilíbrio neste sistema, a pessoa doente se sente menos motivada e mais triste e a música consegue trazer de volta o equilíbrio que ela precisa", explica a fundadora e coordenadora do curso de musicoterapia da FMU, Maristela Smith.

Fonte: www.minhavida.com.br

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A Música e a saúde



Para além do fascínio que a música exerce sobre a grande maioria das pessoas, há muito tempo que se sabe que ela tem o condão de interferir com mecanismos cerebrais, estimulando determinados circuitos da massa cinzenta, funcionando como uma terapia.
Segundo especialistas, a música pode ajudar no tratamento da dor quando se recupera de uma cirurgia, na reabilitação de indivíduos que sofreram um AVC e ficaram com sequelas, e em situações de dores crônicas.

Os primeiros registos sobre os benefícios da música no tratamento de doenças remontam a publicações do século XVIII, altura a partir da qual se inciaram estudos nesta área. Independentemente de as descobertas não terem sido de valor, sabe-se hoje que composições aprazíveis provocam a liberação de substâncias no organismo que originam sensações de prazer e bem-estar.

Um grupo de cientistas finlandeses da área da neurologia descobriu recentemente que a música estimula o sistema nervoso, ativando várias regiões do cérebro em simultâneo, o que nas pessoas em que essas zonas se encontram danificadas por um derrame, acelera o processo de recuperação. Por outro lado, ajuda a prevenir a depressão, tão frequente nestes pacientes.

Também no que concerne ao tratamento pós-cirúrgico, um artigo editado no jornal “Critical Care Medicine” refere existir uma resposta fisiológica efetiva à música por parte de enfermos intervencionados cirurgicamente. Mozart revelou possuir maior efeito sedativo do que os fármacos! Verificou-se uma diminuição da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos, a par de uma menor necessidade de recorrer a analgésicos e de uma descida dos níveis de algumas hormonas relacionadas com o stress.

Foi no término da Segunda Guerra Mundial que surgiu a ideia de convidar músicos para tocar em hospitais. Tal apoio no tratamento dos feridos aportou frutos tão positivos que as autoridades médicas americanas resolveram profissionalizar pessoas com o intuito de se recorrer à música como terapia. Então, em 1944, foi desenvolvido o primeiro curso de Musicoterapia, pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos.

A musicoterapia traduz o uso da música como instrumento de saúde, evidenciando a real possibilidade de reabilitar e prevenir doenças por meio dos sons. Presentemente, muitos médicos de diversas especialidades fazem uso da música como expediente terapêutico em patologias como a hipertensão e o cancro, e advogam que o método é um excelente complemento do tratamento convencional, capaz de reduzir as consequências da doença e, por conseguinte, o emprego de analgésicos e sedativos. O efeito desse tipo de terapia vai além do uso da música como tranquilizante ou como ferramenta para regozijar o paciente. Pesquisas asseguram que o tratamento fortalece emocionalmente o doente, ajudando-o a lidar melhor com os sintomas da sua enfermidade.

A música pode estar mais associada à aptidão para tocar algum instrumento ou para cantar. Tem o poder de desenvolver potenciais intrínsecos, agindo ao nível da prevenção e do tratamento de afetações como o stress, o flagelo do século XXI. A musicoterapia é versátil, pelo que se pode usar individualmente, em família ou em grupo. Dirige-se a portadores de deficiências várias, distúrbios psíquicos que incluem a depressão, a esquizofrenia e o autismo, e tem ainda aplicação no âmbito da geriatria.

Em acréscimo, o treino musical fomenta o progresso cognitivo, a atenção, a memória, a destreza motora e cria unidade entre linguagem, música e movimento. Pitágoras atribuía à terapia através da música a designação de “purificação”. Segundo ele, a música curativa destina-se a (re)equilibrar as quatro funções básicas do ser humano: «pensar, sentir, perceber e intuir».

Outra realidade onde a musicoterapia tem uma utilização crescente diz respeito ao aumento exponencial de idosos institucionalizados. O internamento do idoso em lares surge, normalmente, da impossibilidade da família em tomar conta do seu velho ou na sequência do stress e/ou esgotamento físico do cuidador após doença prolongada do idoso, falta de tempo ou intolerância à senilidade.

Desenraizados e vulneráveis, a música tem a sorte de amenizar as mudanças radicais que os idosos enfrentam quando são internados, os imensos fatores de desestabilização a que ficam sujeitos, desde as novas regras do dia a dia até à coabitação com pessoas desconhecidas e que não escolheram para compartilhar o espaço e a vida, e, sobretudo, a perda dos vínculos com familiares, amigos e vizinhos. Os idosos sentem-se isolados, desvalorizados, desprovidos de autoestima e, muitas vezes, da própria identidade.

O fato de a população estar cada vez mais envelhecida exige políticas de saúde específicas, mormente virada para a conservação da capacidade funcional dos seniores. Atualmente, buscam-se novas modalidades de tratamento, com uma abordagem multidisciplinar, no sentido da concepção da pessoa idosa com um todo, harmonizando estrutura física e mental.
Neste contexto, a utilização da música revela-se um meio eficaz na solução de conflitos internos, na expressão de emoções, na evocação de lembranças e no reavivamento de fatos inconscientes. A memória reativada converte a velhice em tempo de recordar, facilitando a reconstruir e reviver episódios significativos da sua juventude e repensar, com as imagens do presente, as experiências do passado.

Ouvir música é saudável para toda a gente. Alivia tensões, ajuda a refletir, transporta-nos para cenários prazerosos, cura-nos. Qual a importância da música na sua saúde a na sua vida?

Saber mais em: http://www.ruadireita.com/