quarta-feira, 29 de abril de 2015

24 descobertas da ciência sobre a música

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Laialaiá
Ouvir música pode estimular a concentração, fortalece o sistema imunológico e, para alguns, é melhor do que sexo. Essas são algumas das descobertas da ciência sobre o tema, que já serviu de mote para vários estudos. A seguir, reunimos alguns deles.

Prazer?
Nem todo mundo sente prazer escutando música. A descoberta é de pesquisadores do Instituto Bellvitage de Investigação Científica, da Espanha. Após entrevistas com mil universitários, eles constataram que 1% dos participantes do estudo consideravam ouvir música algo bem menos prazeroso do que fazer sexo, praticar exercícios físicos ou comer.

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Getty Images

Sexo
Você já ouviu a música Bohemian Rhapsody, do Queen? Para muitos britânicos, ouvi-la é melhor que fazer sexo. A descoberta é fruto de uma pesquisa realizada com 2 mil pessoas por psicólogos da universidade de Londres. Segundo os cientistas, certas músicas são capazes de ativar as mesmas zonas de prazer do cérebro que a comida e o sexo.

Remédio

Mona Lisa Chanda e Daniel Levitin são cientistas da universidade de McGill, no Canadá. Após analisarem mais de 400 estudos sobre música, eles concluíram que ela aumenta a produção de imunoglobulina A e glóbulos brancos pelo corpo, responsáveis por atacar bactérias e outros organismos invasores. Além disso, escutar música reduz os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e aumenta os níveis de oxitocina (o hormônio do bem-estar).
Genoma
Ter um ouvido bom para música pode ser algo ligado ao DNA. Pelo menos, é o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da universidade de Helsinki. No experimento, foram analisados os genomas de 767 pessoas de 76 famílias diferentes. Essas pessoas são conhecidas pela habilidade de diferenciar características sutis de trechos musicais. No fim, os cientistas constataram a presença de certos genes no DNA de várias pessoas. Eles favoreceriam a detecção de determinados sons por essas pessoas.

Poesia

Música e poesia estimulam áreas parecidas do lado direito do cérebro. A constatação é de neurologistas da universidade de Exeter. Para chegar a essa conclusão, eles realizaram experimentos com 13 voluntários - que foram submetidos ao contato com essas formas de arte enquanto tinham suas atividades cerebrais monitoradas.

Favoritas

Ouvir sua música favorita ativa uma região do seu cérebro diferente daquela que é estimulada quando você escuta qualquer canção. A constatação é de pesquisadores da universidade da Carolina do Norte. Em experimento com 21 pessoas, eles verificaram que, em geral, ouvir músicas abre o circuito neuronal nos dois hemisférios. Porém, ouvir a música favorita desencadeia atividade no hipo campo, região do cérebro responsável pela memória e emoções vinculadas para a socialização. 

Esforço

Realizar esforços físicos ouvindo música é menos cansativo. A descoberta é do Instituto Max Planck. Numa série de experimentos, pesquisadores monitoraram diversas variáveis do comportamento do corpo de voluntários que se exercitavam ao som de algum tipo de música. Depois, a equipe analisou os dados reunidos e constatou que os músculos dos participantes consumiam menos energia quando as pessoas se exercitavam ouvindo música do que quando faziam isso sem trilha sonora.

Grávidas

Num experimento realizado pelo Instituto Max Planck, mulheres que estavam grávidas e outras que não estavam foram submetidas à audição de sequências musicais com duração que variava entre 10 e 30 segundos. Enquanto isso, a pressão arterial delas era monitorada pelos cientistas. No fim, constatou-se que as grávidas eram mais sensíveis aos trechos de música executados, apresentando variações de pressão mais intensas em função de gostarem ou não do que ouviam.

Ritmo

Uma pesquisa online realizada por cientistas da universidade de Oxford propôs a 60 pessoas que ouvissem trechos de música - que deveriam ser avaliados de acordo com a vontade de dançar que gerassem nos participantes do levantamento. Analisando os resultados, os pesquisadores perceberam que ritmos com previsibilidade e complexidade médias tendem a fazer com que as pessoas tenham mais vontade de sacudir o esqueleto


Gosto
Ao longo da vida, o gosto musical das pessoas tende a se transformar. Um estudo sobre o tema desenvolvido por pesquisadores da universidade de Cambridge. Com base em dados fornecidos por cerca de 300 mil pessoas durante um período de 10 anos, eles concluíram que, enquanto adolescentes procuram estilos mais intensos, adultos tendem a buscar sons mais sofisticados e despretensiosos. A razão para isso seriam as mudanças de objetivos pelas quais uma pessoa passa durante a vida, que influenciariam em suas preferências musicais.

Coral

Fazer parte de um coral é mais prazeroso do que cantar sozinho ou praticar atividades esportivas em equipe. A conclusão é fruto de um estudo liderado por psicólogos da universidade de Oxford. O levantamento envolveu entrevistas com 375 pessoas que realizavam uma das três atividades. Segundo os cientistas, a satisfação com o que faziam era estatisticamente maior entre aqueles que participavam de corais do que nos outros dois grupos.

Idosos

Ouvir música pode ser um bom remédio contra a dor e a ansiedade em idosos. A descoberta é da Karen Eells, especialista em enfermagem da universidade de Essex. Em análise de artigos sobre o tema, ela constatou que o uso da música como terapia entre pessoas com mais de 65 anos está associado a aumento da qualidade de vida e redução de dores, ansiedade e da depressão.

Concentração

A focus@will desenvolve músicas que estimulam a concentração de quem escuta. Segundo a empresa, como a maior parte das distrações é causada pela audição, ouvir a trilha sonora certa pode potencializar sua capacidade de focar em algo. Em condições normais, uma pessoa consegue se manter concentrada por cerca de 20 minutos. Ouvindo a música certa, a empresa afirma que esse tempo poderia se tornar até cinco vezes maior.

Amor

O irlandês Alexandre Passant é apaixonado por música. Em maio, ele divulgou os resultados de um experimento no qual usou algoritmos para analisar as letras das “500 melhores músicas de todos os tempos”, listadas pela revista Rolling Stone. No fim, ele descobriu, por exemplo, que a palavra "amor" e suas variações apareciam 1.057 vezes em 219 canções diferentes. Já "gostar" estava em 194 das 500 músicas.

Deprimente

De acordo com um estudo divulgado na publicação científica Psychology of Aesthetics Creativity, And The Arts, a música pop ficou mais deprimente nos últimos 50 anos. A constatação é fruto da análise de mais de mil canções que estiveram entre as 40 mais tocadas do ano nos EUA entre 1965 e 2009. Segundo os pesquisadores, quase dobrou nesse período o número de músicas com acordes menores (geralmente usados em melodias consideradas mais tristes).

Hits

Qual é a fórmula por trás de uma música de sucesso? Cientistas da universidade de Bristol foram atrás da resposta para essa pergunta. Eles criaram um modelo matemático capaz de prever um sucesso com 60% de exatidão. Para isso, eles vasculharam as listas das 40 canções mais ouvidas do ano no Reino Unido entre 1961 e 2011 com a ajuda de um computador. No estudo, os pesquisadores confirmaram a tese de que o sucesso de uma música depende da época em que ela foi lançada e das preferências culturais envolvidas.

Memória

Cinco pacientes com danos que afetaram a área do cérebro ligada à memória e cinco pessoas sem o problema foram submetidos a um experimento por uma dupla de médicos da universidade Macquarie, da Austrália. Nos testes, eles ouviram trechos de músicas antigas e deveriam relatar que memórias aquelas canções lhes traziam. Após a experiência, os cientistas constataram que os trechos fizeram com que a mesma quantidade de integrantes dos dois grupos se lembrasse de memórias da própria vida. Isso indicaria que a música é um estímulo que consegue trazer à tona lembranças autobiográficas para todas as pessoas.

Headbanging

O headbanging é um estilo de dança que consiste em fazer movimentos violentos com a cabeça. Ele é muito comum entre fãs de rock pesado. Porém, pode ser perigoso. Na revista médica The Lancet, um artigo publicado por pesquisadores da Escola Médica de Hanover abordou o caso de um homem de 50 anos. Ele desenvolveu um hematoma no cérebro por ter exagerado no headbanging durante um show da banda Motörhead. Foi preciso fazer um buraco em seu crânio para resolver o problema.

Animais

Cacatuas, leões-marinhos e macacos bonobos estão entre os tipos de animais capazes de acompanhar o ritmo de uma música. Na opinião de cientistas da universidade de Connecticut, essa habilidade está ligada a coordenação de circuitos cerebrais. Pai da Teoria da Evolução, Charles Darwin acreditava que todos os bichos conseguem perceber e apreciar ritmos musicais.

Uirapuru

Conhecido pela musicalidade do seu canto, o Uirapuru foi escolhido para um experimento por pesquisadores do Instituto Max Planck. No estudo, 91 pessoas ouviram e compararam trechos do canto do pássaro e de melodias compostas por um programa de computador que imitavam o som da ave. Segundo pesquisadores, a percepção geral entre os participantes no fim de estudo era de que os trechos cantados pelo próprio Uirapuru eram mais musicais do que aqueles produzidos pelo computador
Emoções
Cientistas australianos da universidade de Western Sydney querem usar a música para arquivar emoções. Para isso, eles desenvolveram um método no qual um microfone é preso à perna de uma pessoa para gravar a atividade acústica do nervo. Enquanto essa atividade é gravada, imagens são exibidas para que a pessoa se emocione. Depois, o material registrado é transformado em música por um programa de computador. Com isso, os pesquisadores querem produzir uma música que reavive em quem a escuta a emoção da experiência que a gerou inicialmente.

Darwin

Um artigo publicado na revista Pnas relata um experimento realizado por cientistas do Imperial College de Londres. Eles usaram os princípios da seleção natural, criados por Darwin, para desenvolver um programa que cria músicas a partir das preferências de mais de 7 mil pessoas. Disponível no site DarwinTunes, o software combina trechos de música aprovados pelos usuários para criar novas “gerações” de canções.

Energia

Quando expostos às vibrações sonoras geradas por canções de rock ou música pop, painéis solares produzem até 40% a mais de energia. A descoberta é de cientistas da universidade Queen Mary, de Londres. Segundo eles, o fenômeno acontece porque esse tipo de música produz um tipo de frequência que afeta positivamente hastes de óxido de zinco presentes nesses painéis.

Hã?

Os cientistas da universidade de Barcelona advertem: ouvir música acima de 80 decibéis é prejudicial à saúde. Em reunião realizada na Espanha, especialistas em audiologia afirmaram que os índices de problemas de audição entre pessoas entre 10 e 35 anos vêm crescendo nos últimos anos. E a principal razão disso seria a música alta. Só na Espanha, 4% das pessoas sofrem com problemas do tipo e 80% delas são jovens.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/fotonoticias/24-descobertas-da-ciencia-sobre-a-musica.shtml

terça-feira, 28 de abril de 2015

A história da guitarra

A história da guitarra

Hoje a pesquisa era sobre a história da guitarra. Separamos várias fontes na intenção de mesclá-las e trazer um conteúdo mais completo. Até que nos deparamos com este conteúdo...

A música representa a manifestação dos sentimentos humanos. 

A família dos instrumentos de corda pode ser dividida em 3 grupos: 
1.Instrumentos de corda dedilhada ou beliscada: Neste grupo estão a guitarra, o violão, bandolim, alaúde, banjo, harpa, lira, etc.; 
2.Instrumentos de corda friccionada: Violino, violoncelo, viola erudita, etc.; 
3.Instrumentos de corda com teclas: Piano, cravo, clavicórdio, etc.

Na pré-história, a música era caracterizada por termos ambíguos e contraditórios, fazendo parte de rituais sagrados como poderosa ferramenta de comunicação com o divino.

Podemos deduzir que o primeiro instrumento de corda foi o arco de caça (pertencente ao primeiro grupo da família dos instrumentos de corda), que esboçava uma nota musical ao lançar a flecha.

Mais tarde, esses sons foram amplificados através de cabaças e outros recipientes, utilizados como caixas de ressonância adaptadas ao arco.

A evolução dessa ideia deu origem, ainda na pré-história, a instrumentos feitos com cascos de tartarugas e crânios de animais revestidos com couro e cordas feitas de tripa animal.

Avançando até o terceiro milênio antes de Cristo, surgem as liras na Suméria.

Lira

No século II antes de Cristo, os egípcios já conheciam a harpa (originalmente derivada do arco de caça, é um dos instrumentos mais antigos, utilizados até hoje), e por volta do século VII, o alaúde.

Harpa

Alaúde

Já no começo da idade média, encontraremos a cítola, o cistro, a vihuela e em 1780 surge, na Itália, o violão.


Cítola

Cistro

Vihuela

Violão




Dois instrumentos são apontados como ancestrais discutíveis do violão: 
Kethara (ou Kithara) grega: Devido ao império romano, também fica conhecida como Cítara romana. É descendente da lira e suas variações e dá origem à guitarra latina.


Kethara Alaúde
árabe:

Levado para a península Ibérica através das invasões muçulmanas, dá origem à guitarra moura.

A Kethara grega também empresta seu nome aos seus descendentes, que depois de adaptações idiomáticas, ficam conhecidos como guitarra.

Os países de língua portuguesa são os únicos a chamarem a guitarra de violão.

Existe um instrumento com as mesmas formas e características do violão, com tamanho um pouco menor, conhecido como viola portuguesa.

Provavelmente, quando os portugueses se depararam com a guitarra espanhola, perceberam um instrumento igual à viola portuguesa, apenas maior no tamanho. Uma viola maior é um violão.

O instrumento que para nós se chama simplesmente guitarra é, na verdade, a guitarra elétrica.

A partir do final do século XIX, ocorre uma verdadeira avalanche de acontecimentos que resultariam, inevitavelmente, no surgimento da guitarra elétrica como conhecemos hoje.

1883- O imigrante alemão Friedrich Gretsch inaugura, no Brooklyn (EUA), uma pequena fábrica de banjos e baterias.

1896- Orville Gibson inaugura uma pequena loja de instrumentos musicas em Kalamazoo, Michigan (EUA), batizada inicialmente de O.H. Gibson, Manufacturer Musical Instruments.

1900- Tranquillo Giannini inicia a construção de sua primeira fábrica de violões, em São Paulo.

1920- George Beauchamp, músico de Los Angeles (EUA), idealiza um instrumento com mais massa sonora. 
Com a ajuda de John Dopyera, luthier de violinos, constroem um violão com corpo de metal e 3 cones de alumínio adaptados internamente: os Resonators.

Resonator







Mais tarde, convidam o engenheiro Adolph Rickenbacker para formar a National String Instrument Company.

1925- A National começa os primeiros experimentos com sistemas de PA, microfones e captadores.

1928- John Dopyera deixa a National e forma a Dobro Corporation, criando um novo design para os Resonators. 
O nome "Dobro", além de ser uma contração de Dopyera Brothers, significa "bom" em eslovaco, língua de origem de John.

Dobro


1930- A primeira guitarra elétrica ganha forma e é batizada de "Frying Pan" ou "Frigideira". 
George Beauchamp e Adolph Rickenbacker fundam a Electro String.

Frigideira - Frying Pan

1936- Em Kalamazoo, Michigan, a Gibson desenvolve um protótipo de captador, que é instalado nas guitarras ES-150 de Charlie Christian.

ES-150




Neste mesmo ano, a empresa lança o EH-150, um lap steel havaiano de corpo sólido feito em maple, escala de rosewood, 29 trastes e um captador "Charlie Christian model".

1940- No sul da Califórnia (EUA), o inventor Leo Fender realiza testes com um protótipo de guitarra sólida.

1942- OS músicos baianos Adolfo Nascimento, o Dodô, e Osmar Macedo, na tentativa de eliminar o feedback (realimentação) dos violões com captadores, constroem em Salvador, Bahia, o "Pau-elétrico". 
Um instrumento de corpo sólido feito em um braço de cavaquinho com um captador rústico instalado. 
Hoje, esse instrumento é conhecido como "guitarra baiana".

Pau elétrico




1944- Em sociedade com Doc Kaufmann, Leo Fender em nome da K&F (Kaufmann & Fender) Manufacturing requer a patente de um instrumento de corpo sólido com um captador instalado.

1946- Leo Fender funda a Fender Manufacturing Company, e logo após muda o nome para Fender Electric Instrument Company.

1950- Antes que o projeto estivesse completamente pronto e antes que a fábrica estivesse em condições de encarar uma produção em massa, a Fender lança a Squier. 
A primeira guitarra comercializada de corpo sólido tinha um único captador e não possuía tensor.

Fender Squier



Neste mesmo ano surge a Broadcaster, evolução da Squier, com 2 captadores e tensor no braço.

1951- Devido a um problema com direitos autorais (na época, a Gretsch já fabricava as baterias e banjos Broadkaster), o nome "Broadcaster" deixa de aparecer no headstock das guitarras Fender. 
Esses instrumentos, tendo o headstock com nenhum tipo de inscrição, são conhecidos como "Nocaster" e, atualmente, têm alto valor comercial. 
Após um curto período de tempo, a Fender Broadcaster se transforma na Fender Telecaster. 
A Fender Squier começa a ser produzida a todo vapor, com um captador e agora, com tensor no braço. 
Neste mesmo ano, a Fender lança um contra-baixo de corpo sólido que pode ser tocado como uma guitarra, cuja afinação de alta "precisão" era garantida pelos trastes instalados no braço. 


Surge o "Precision Bass".

1952- Com a mesma idéia dos irmãos baianos, o famoso guitarrista da época, Les Paul, cria junto com a Gibson uma guitarra de corpo sólido para evitar os feedbacks. 
Surge o modelo Les Paul.

Gibson Les Paul Goldtop




1953- Adolph Rickenbacker vende a Electro String para F. C. Hall, um empresário da música do sul da Califórnia. 
Essa venda assinala o começo da era das guitarras Rickenbacker.

1954- A Gibson lança a Les Paul Custom e a Fender lança a Stratocaster.
Gibson Les Paul Custom       Fender Stratocaster


A Gretsch ganha uma grande notoriedade com o lançamento da semi-acústica Country Club (que serviu de inspiração para um dos maiores sucessos da empresa: a bela White Falcon) e de um protótipo de corpo sólido que daria início à série de guitarras Jet.
Gretsch White                Falcon Gretsch Jet


1955- A Hofner, empresa fundada em 1887, lança um baixo elétrico semi-acústico, cujo modelo é utilizado 6 anos mais tarde por Paul McCartney.

Hofner Violin Bass




1958- Ano de novidades da Gibson, que mostra ao mundo as belas ES-335, Flying V, Explorer e Moderne.
Gibson ES-335     Gibson Flying      V Gibson Explorer   Gibson Moderne





1960- A Giannini começa a fabricar violões elétricos.


1961- Com mais inovações, a Gibson cria as SG.


Gibson SG




1963- Surge a lendária Firebird non-reverse, lançada pela Gibson.



Gibson Firebird Non-reverse




1965- Leo Fender vende sua empresa para a CBS.

1970- A Giannini lança no Brasil, uma linha completa de guitarras e baixos.

O resto da história é conhecida por todos nós.

A Fender ganha toda a sua notoriedade nas mãos de Jimi Hendrix, endossada mais tarde por Richie Blackmore, Dick Dale e Yngwie Malmsteen.




Jimi Hendrix              Richie Blackmore               Dick Dale          Yngwie Malmsteen
Por outro lado, o próprio Les Paul disseminou a Gibson pelo mundo, utilizadas também por Jimmy Page no Led Zeppelin até os nossos dias com Slash e Zakk Wylde.

Les Paul             Jimmy Page                     Slash                    Zakk Wylde
Hoje, apesar de ser o símbolo do rock e da rebeldia, a guitarra desfila tranquila e imponente por qualquer terreno musical, com a majestosidade que poucos instrumentos conseguem ter.


Fonte: http://www.hourneaux.com/artigostecnicos_historia.html

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Uma curiosidade para os guitarristas...

O "pequeno grande professor"


Um dia um garoto viu um amigo que aprenderá guitarra tocar e decidiu tocar também. Ligou para o professor do amigo e no outro dia apareceu com uma guitarra "pelada" e um conjunto de cordas e feliz da vida aprendeu"Aqualung" do Jethro Tull. 
Até aí seria uma história tipicamente comum se não fosse por um detalhe: o tal professor era Joe Satriani e tal aluno era Steve Vai!
Além de Vai, Satriani foi professor de Kirk Hammet (Mettalica) seu segundo mais conhecido aluno!

Se você não conhece esses caras, aperte o play no vídeo acima. Quem gosta de guitarra, não se arrepende... 










sexta-feira, 24 de abril de 2015

Música e esporte - Parceria de sucesso

A música e o esporte servem de inspiração, emocionam e mobilizam uma legião de fãs ao redor do mundo. E têm muito mais em comum do que se imagina. Além de ser parte das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a música está presente na concentração e no treinamento de atletas, anima os espectadores e dita o tom de cada edição do maior evento esportivo do planeta. Mas assim como a música faz parte do Movimento Olímpico, o esporte também tem o seu espaço cativo na história do rock.

Para entrar no ritmo do Rock in Rio, que acontece até 22 de setembro, o site www.rio2016.com listou 15 atrações nacionais e internacionais do evento que têm não só a música, mas também o esporte, como parte essencial de suas vidas. Confira:

Músicos e desportistas

1 - Bruce Dickinson, da banda de heavy metal Iron Maiden, chegou a tentar o rugby na escola, mas a verdadeira paixão do vocalista é a esgrima, esporte de combate que pratica até hoje. A dedicação de Dickinson é tanta que transcendeu ao mundo dos negócios e inspirou a criação da empresa “The Duellist”, que oferece materiais esportivos específicos do esporte a preços acessíveis para a população da Grã-Bretanha. No início do ano, durante o Campeonato Mundial da Noruega, Dickinson aceitou o desafio e encarou o medalhista Olímpico Bartosz Piasecki em um duelo amistoso. Dickinson, que é esgrimista desde os 13, perdeu a partida, mas não sem dar trabalho a Piasecki: “Ele é durão. É baixinho, mas incrivelmente rápido. Esse é seu forte. Ele parecia o Rocky quando chegou de roupão e mochila de esgrima”, brincou o atleta, que ganhou a medalha de prata em Londres 2012.

2 - Justin Timberlake conheceu o golfe com 13 anos de idade, por influência do pai, e hoje é um dos golfistas sociais mais importantes dos Estados Unidos. Até o ano passado, dava nome ao Justin Timberlake Shriners Hospitals for Children Open, um torneio beneficente da Fall Series. Foi também o responsável pela renovação do campo de golfe da sua cidade natal, Memphis, rebatizando-o de Justin Timberlake’s Golf Course. “O Golfe é o momento em que eu e meus amigos saímos para nos divertir, e mais do que tudo, o golfe é para mim sobre a minha relação com o meu pai. Toda vez que penso no golfe, penso no meu pai. Ele me ensinou como dar a minha tacada e me pôs jogando”, contou em entrevista à revista Golf Digest.

3 - A dona do hit “Girl on Fire” também tem uma relação especial com outra disciplina Olímpica: a natação. Alicia Keys começou a nadar ainda na infância e está sempre treinando nos intervalos das suas turnês pelo mundo. Ao assistir a estreante Lia Neil nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, medalha de bronze no revezamento 4x100, Alicia Keys revelou nos seus perfis das redes sociais Facebook, Twitter e Google+: “Sempre quis ser uma nadadora Olímpica! Parabéns a Lia Neal! Incrível!”, parabenizou a cantora, ganhadora de nada menos que 14 prêmios Grammy. 

4 - Dexter Holland, vocalista do grupo de punk rock The Offspring, é um corredor nato e inclusive já completou o percurso de mais de 42 km da Maratona de Los Angeles.

Empresários do esporte

5 - Para John Bon Jovi, o esporte do coração é o futebol americano. O ídolo é tão aficionado pelo esporte – que surgiu a partir de uma variação do rugby- que foi um dos fundadores do time Philadelphia Soul.

6 - Outra grande atração do festival que também é fã do futebol americano, Beyoncé soltou a voz no intervalo do Superbowl 2013, a grande final do campeonato nacional. A cantora é também fã do basquetebol. Seu marido, o rapper Jay-Z, também fez a ponte entre o esporte e o mundo dos negócios e é dono do no time de basquete da NBA Brooklyn Nets. Os dois são frequentemente vistos assistindo a partidas da liga americana.

Nas páginas de um livro

7 -Torcedor fanático do Cruzeiro, o guitarrista do Jota Quest, Marco Túlio, é um dos artistas convidados a contar alguns momentos importantes de sua infância com o seu time de futebol preferido nas páginas de um dos livros da série “Time do Coração”. O exemplar do músico foi intitulado como “Meu Pequeno Cruzeirense”.

8 -Outro brasileiro a registrar sua paixão pelo time em um livro foi o líder da banda Skank, Samuel Rosa, que escreveu “O Dia em que Me Tornei... Cruzeirense”.

9 - Nando Reis também já participou do projeto “Time do Coração”, contando sobre a sua paixão pelo São Paulo.

Direto das telonas

10 - Jared Leto, líder da banda 30 Seconds to Mars, viveu nos cinemas a história do campeão Olímpico Steve Prefontaine, corredor americano que disputou os Jogos Olímpicos de Munique 1972 e serviu de inspiração para popularizar o esporte nos Estados Unidos. O recente clipe da banda, intitulado “Into the air”, também contou com a participação de atletas da esgrima e da ginástica, incluindo a medalhista de ouroMcKayla Maroney.

A música e os Jogos

A tradição de trazer os principais nomes da música de cada país-sede dos Jogos para tocar nas cerimônias é o que faz com que os shows sejam assistidos por bilhões de pessoas em todo o mundo. E algumas das atrações desta edição do Rock in Rio já compartilharam esta experiência:

11 -Em 2010, a banda canadense Nickelback encerrou com chave de ouro os Jogos de Inverno de Vancouver.

12 - Já os britânicos da banda Muse foram parte ativa dos Jogos de Londres 2012. Além de comporem a música oficial dos Jogos - “Survivor”, que também tocaram na cerimônia de encerramento, Matt Bellamy, Dominic Howard e Christopher Wolstenholme também carregaram a tocha Olímpica em sua cidade natal durante o Revezamento da Tocha de Londres 2012.

13 - Outra artista britânica, Jessie J, também fez parte da festa de encerramento, cantando o clássico do Queen, “We Will Rock You”.

14 - E por falar em Jogos de Londres, a música “Spectrum”, da banda Florence and the Machine, é reconhecida como uma das mais tocadas nas Vilas Olímpica e Paralímpica e em toda a cidade durante os Jogos de 2012.

Preparação para Rio 2016

15 -Fã do hipismo, Bruce Springsteen acompanha a filha em todos os torneios que ela participa. Jessica Springsteen está em busca de sua primeira participação Olímpica no Rio 2016 e vem acompanhada de nada menos do que o Vindicat, o cavalo que conquistou a medalha de ouro em Londres 2012 junto com o atleta Peter Charles, presente do papai-coruja. Os dois já estão treinando para dar um show em 2016. Desta vez, Bruce estará na plateia.
Fonte: http://www.rio2016.com/noticias/noticias/artistas-do-rock-in-rio-mostram-que-musica-e-esporte-tem-tudo-a-ver

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dicas e cuidados básicos com instrumentos musicais



Quem tem e (ou) gosta de tocar algum instrumento musical, sabe que quando se está executando alguma melodia o seu instrumento musical passa a ser como se fosse “a extensão de seu próprio corpo”, uma “parte de si mesmo”. E, fato é que em menor ou maior grau, criamos um “apego” ao instrumento, e muitos até tratando o instrumento da mesma forma que tratariam a um animal de estimação ou digamos uma jóia valiosíssima.

Sendo assim, é muito importante sabermos dar o devido valor a nossos instrumentos musicais, para que estes tenham sempre aquele aspecto de novo e não percam sua qualidade com o passar do tempo e para que possamos ter sempre aquele prazer inicial que tivemos desde a primeira vez que vimos e executamos alguma música nele.

Dicas importantes

  • Mantenha o instrumento em um local apropriado, ventilado, protegido da poeira, umidade, luz solar, e deixando o instrumento sempre em um pedestal, estante, mala ou capa apropriado, para não haver risco do mesmo ficar empenado;
  • Tenha bastante cuidado ao manejar o instrumento, segure-o com firmeza para evitar quedas e sempre faça seu manuseio em um local que tenha espaço, para evitar esbarrões com outros objetos;
  • Sempre ao acabar de manusear o instrumento, passe sobre ele uma flanela ou pano limpo e seco para tirar toda gordura corporal ou suor passadas pelas mãos;
  • Para instrumentos de sopro é importante também, após cada execução, fazer uma limpeza interna do instrumento, para tirar toda humidade que possa existir internamente.
  • Periodicamente faça uma boa limpeza sobre todo o instrumento, com flanela ou pano limpo e seco, se possível desmontando ele (desde que você saiba ou se sinta seguro sobre o que está fazendo), ou leve seu instrumento regularmente para um luthier de confiança, para que ele possa limpar seu instrumento peça por peça e ainda poder fazer alguma regulagem e afinação quando necessário. Se for usar algum produto químico no instrumento, use o que tiver estipulado no manual de instrução do seu instrumento, fornecido pelo fabricante.

Então é isso. Cuide bem do seu instrumento que ele durará por muitos anos e lhe trará muitas alegrias. E tenha também bastante cuidado consigo próprio quando manejar o instrumento, observando sempre sua coluna, e executando o instrumento de forma confortável e com a musculatura relaxada.

Fonte: http://www.dreammusical.com.br/noticias/cuidados-instrumentos-musicais.html

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Incidência de LER (Lesões por Esforços Repetitivos) em instrumentistas.

Pensando no seu bem estar, separamos este artigo do blog da marca de cabos, conectores, acessórios musicais e ferragens SANTO ANGELO, sobre a incidência de LER (ou DORT) em músicos. (A Toka Maior trabalha com os produtos desta marca)



Muitas pessoas já leram ou escutaram sobre LER (Lesão de Esforço Repetitivo) e nos últimos anos a Medicina do Trabalho começou a chamar de DORT (Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho ). Se não tomar os devidos cuidados, um musico pode apresentar estas duas doenças. Se for amador, quando doente seria denominado com LER e se fosse um profissional seria denominado DORT devido estar relacionado ao trabalho e não ao seu lazer.


Ao se falar em doenças ocupacionais, muitos imaginam que apenas as grandes empresas tais como Centros de Processamento de Dados, Operadores de Telemarketing ou outros prestadores de serviços, associados ao uso de computadores, sujeitam seus empregados a tais riscos. Isto é verdade, mas não exclusividade, pois na grande maioria das profissões, existem pessoas que adquiriram algum tipo de lesão no decorrer de sua vida profissional. Em outras palavras, a LER ou DORT é considerada atualmente como a doença dos tempos modernos. No caso dos músicos que, antigamente desenvolviam essas lesões eram classificados como portadores de “Reumatismo”. Era comum ouvir dos músicos profissionais: “Meu pulso abriu e não consigo mais tocar”. Felizmente, hoje em dia, após a grande evolução tecnológica na área de diagnósticos, sabemos exatamente qual estrutura anatômica foi atingida pela doença.

Uma pergunta que você pode estar pensando agora é: “Será que um instrumento musical pode ocasionar mais lesões que outro?” Na minha humilde opinião, todos os instrumentos podem ocasionar lesões quando o músico não segue orientações básicas de uso, por desconhecimento, por “preguiça” de se prevenir ou até que um dia a doença “bate na sua porta”.

Para vocês terem uma ideia do problema, em 2008 o jornal “Folha de São Paulo” mostrou uma reportagem citando que pesquisa com 93 pianistas, 92% deles se queixavam de dores, fadiga muscular e dormência: http://migre.me/j41F8

Tocar um instrumento deve ser praticado com os movimentos mais naturais possíveis, e para isso devemos observar-nos no espelho, sendo músico profissional ou não. Ao estudar jamais devemos continuar tocando após sentir quadros dolorosos, cansaço ou câimbras. O correto seria aprimorar a técnica para ordenar, de maneira racional, todos os nossos movimentos com concentração, pois a falta de atenção pode nos levar a praticar movimentos errados e forçados. Lembrando que a fadiga muscular é a sensação de cansaço após um longo período de estudo do instrumento. A dor que este cansaço produz é um aviso da Natureza de que os músculos, tendões e nervos já estão no limite, porque fizeram o máximo de esforço.

Tente agora identificar o que você está fazendo de errado com este breve resumo:

- Usar Força em Excesso: isto pode acontecer durante um processo de aprendizagem do instrumento, bem como durante uma apresentação. O que não pode ocorrer é tornar uma regra geral na sua atividade musical.

- Postura Inadequada: Não é só para tocar um instrumento, mas sim para ler, assistir TV, sentar-se a mesa para as refeições, etc. Ao trabalhar com a postura ideal para cada instrumento, um fato tem que ficar bem claro: ninguém possui o mesmo corpo, muito menos o mesmo tamanho de membros. Portanto o professor deve ficar atento às particularidades físicas de cada aluno, sem, no entanto, se afastar da postura ideal e correta para cada instrumento. Pessoas muito grandes ou muito pequenas merecem uma atenção maior em relação à postura, pois os instrumentos na maioria das vezes não se adaptam bem ao seu tipo físico.

- Compressão Mecânica: Quando digitamos no teclado do computador ou tocamos violão, não percebemos que estamos, muitas vezes, ocasionando uma compressão mecânica de nossos antebraços ou punhos. No violão, o problema pode ser amenizado colocando-se uma flanela dobrada na região do antebraço que sofre esta compressão.

- Ambientes Frios: Os ambientes com aparelhos de ar condicionados são confortabilíssimos em épocas de calor, sempre lembrando que todo estúdio de gravação é “recheado de aparelhos de ar condicionados”. Nestes ambientes frios a circulação sanguínea nas extremidades do nosso corpo é diminuída, promovendo maiores chances de ocasionar lesões aos músculos, nervos e tendões.

O alto grau de performance exigido dos instrumentistas, dada a evolução e técnica dos instrumentos, acaba por solicitar uma excessiva dedicação do músico que, na tentativa de conseguir a perfeição e o total domínio técnico, muitas vezes ultrapassa seu limite físico. O instrumentista seja solista, músico de orquestra, integrante de qualquer outro tipo de agrupamento musical ou um dedicado amador, arca com enormes demandas físicas, sendo estas consideravelmente potencializadas por pressões financeiras e profissionais. O estresse diário de atividades repetitivas, rotineiras e necessárias para um bom desempenho técnico é prejudicial ao organismo e o efeito acumulativo de substâncias tais como as catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina) e o cortisol nos tecidos pode eventualmente exceder o limiar de tolerância fisiológica natural.

Essas atividades repetitivas, acrescidas de posturas viciosas inadequadas ultrapassam os limites de tolerância das estruturas anátomo-fisiológicas e produzem incapacidades. O estresse psicológico associado às injúrias decorrentes do excesso pode prejudicar ou mesmo interromper uma carreira musical.

Com certeza você já escutou falar sobre estas doenças que vou apenas citar. Elas podem ser diagnosticadas dentro das síndromes que estamos abordando: L.E.R e D.O.R.T

- Tenossinovite Ocupacional

- Tenossinovite Estenosante

- Dedo em Gatilho

- Síndrome de Quervain

- Síndrome do Túnel do Carpo

- Síndrome do Canal de Guyon

- Síndrome do Pronador Redondo

- Síndrome do Supinador

- Cisto Sinovial

- Epicondilite

- Fibromialgia do Pescoço

- Síndrome do Desfiladeiro Torácico

O que devemos fazer então? Como o ditado popular nos ensina que “é melhor prevenir do que remediar”, devemos ficar atentos e observar a nossa postura durante os momentos de estudo e execução do instrumento musical, deixando de lado as posturas incorretas do nosso dia a dia. Como regra geral o músico deve seguir os seguintes procedimentos:

- Exercícios Físicos para condicionamento geral

– Fazer alongamentos antes, durante, depois e sempre quando lembrar.

- RPG ( re-educação postural global ).

- Correção dos hábitos posturais, principalmente ao uso do instrumento

- Evitar longos períodos de gravação, estudo ou shows, lembrando de parar por 10 minutos a cada hora trabalhada,

Como ilustração de exercícios para a mão e os dedos, eu uso e recomendo aparelhos como o “Pega Firme” distribuído pela SANTO ANGELO que, mais do que um item comercial, deveria estar no bag de todo musico que, como eu, toca um instrumento musical de corda.

Nas figuras abaixo, descrevo alguns exercícios de alongamento e para as mãos:


Exercícios Pega Firme
Exercícios

Lembro também que ao juntar consumo de álcool em excesso, drogas e outros elementos da vida pouco saudáveis muito comuns no meio artístico, os músicos ainda podem desenvolver lesões de esforços repetitivos. E posso afirmar de “camorote” que a única pessoa que pode lhe ajudar é VOCÊ mesmo. Assim, recomendo que você consulte sempre um medico de confiança, caso sinta algum dos sintomas que descrevi neste post.

O resto você já sabe, escreva-nos contanto suas experiências para que todos possamos aprender juntos e evoluir como seres humanos.

Abraço forte e até a próxima.

Fonte:
http://blog.santoangelo.com.br/ta-doendo-pra-tocar/#sthash.XLfbG9kS.dpuf

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cuidados com o Microfone

Já que abordamos alguns cuidados com a voz, nada mais justo que falarmos sobre os cuidados com o microfone também. 

Há uma série de cuidados na utilização do microfone que você pode adotar para torná-lo um amigo. 
Vejamos alguns desses cuidados, aqui chamados de “Os 7 Mandamentos do Amigo do Microfone”.

1º Mandamento: Não bata

É muito comum que você, ao segurar um microfone para utilizar, dê algumas “batidinhas” nele com o objetivo de verificar se ele está funcionando. Por favor, não faça isso. Lembra-se do diafragma e do elemento gerador? Com o tempo, de tanto apanhar, eles se danificarão podendo partir-se.

O microfone vítima dessas “batidinhas” passa, depois de certo período de surras constantes, a reagir apresentando um som “choco e rachado”. É a forma que ele encontra para se vingar dos maus tratos recebidos.

Como você consideraria alguém que, ao se aproximar de você, ao invés de cumprimentá-lo educadamente fosse logo espancando você? Amigo ou inimigo?!

2º Mandamento: Não assopre

Muitos de nós, também no desejo de verificar se o microfone está funcionando, temos o hábito de assoprar o microfone: fu… fu… som… som… Não é assim que fazemos?

Pois é, de agora em diante controle-se e não faça mais isso. Ao assoprar o microfone você despeja alguns mililitros de saliva sobre ele!!! Essa saliva vai gerar um mau cheiro no pobrezinho do microfone e ele não pode tomar banho para se limpar… isso é muito anti-higiênico!!!

Quando você quiser verificar se um microfone está funcionando, apenas fale…

3º Mandamento: Não grite

Por favor, não grite… o microfone não é surdo!!!

A finalidade de um sistema de sonorização é amplificar o som que você está produzindo. Sendo assim, não é recomendável que você atinja o microfone com volume de voz extremamente alto porque, dependendo de como foi construído (se for um capacitivo, por exemplo), o sinal será distorcido. Você terá sua voz reproduzida de forma “rachada”.

Isso sem levar em consideração o incômodo que será causado na audiência…

4º Mandamento: Não fale se movimentando

Alguns de nós temos o hábito de falar/cantar movendo-nos de um lado para o outro diante do microfone, quando este está fixo. Os microfones têm uma capacidade “auditiva” limitada. Eles não são capazes de “ouvir” se você estiver falando ou cantando muito afastado dele para as laterais. Você precisa falar e/ou cantar diretamente em frente a ele. Aí ele poderá perceber toda a beleza de sua voz.

5º Mandamento: Não tenha medo

Muitas pessoas têm medo de microfones e por isso afastam-se dele demasiadamente. À medida que você se afasta do microfone, ele passa a ter dificuldades de “ouvir” você. Sua voz ficará com excesso de agudos e sem peso (graves): a conhecidíssima “voz de taquara rachada”.

Para obter um bom desempenho, aproxime-se do microfone até cerca de 5 cm. Não se preocupe, ele não morde.

6º Mandamento: Não o engula

Não vá para o evento com fome esperando engolir alguns microfones: eles dão indigestão!!!

Na ânsia de fazer uma boa apresentação, falamos tão próximo ao microfone que quase o engolimos. A essa distância tão pequena certamente lançaremos sobre o pobre coitado aqueles mililitros de saliva, lembra-se? E também não podemos nos esquecer que estes perdigotos (as famosas gotículas de saliva) normalmente carregam germes, o que piora ainda mais a situação.

Essa prática prejudica também a qualidade do som: os microfones direcionais (usados por nós em 99% das aplicações) têm uma propriedade chamada “efeito proximidade”. Esse efeito encorpa os graves à medida que o microfone é aproximado da fonte sonora. Sendo assim, você terá o som da sua voz cheio de graves e provavelmente sem clareza, para não falar do maravilhoso efeito “puf”.

É só lembrar do item anterior: a distância adequada para uma boa captação é cerca de 5 cm afastado da boca e diretamente em frente ao microfone.

7º Mandamento: Não enrole

Quando seguramos o microfone na mão, temos o hábito de enrolar o cabo: pare com isso e não enrole, cante!!! Ou fale!!!

Ao enrolar o cabo do microfone, você provoca alteração em suas propriedades elétricas e, com o tempo, danifica as soldagens que o unem aos plugs. O que resulta disso são chiados e barulhos diversos.

Ao segurar um microfone, deixe o cabo completamente livre e solto.

Bom, depois de indicar a você algumas maneiras práticas de evitar problemas com os microfones e de aumentar sua vida útil, aqui vão mais algumas outras dicas:

1) Aceite as orientações do técnico de som. Ele está ali para ajudá-lo a obter o melhor desempenho possível. Se você tiver alguma idéia, discuta-a com ele.

2) Para evitar o problema de encher o microfone com saliva e minimizar o efeito “puf”, use espumas de proteção. Elas podem ser encontradas com facilidade no mercado.

3) Você poderá obter sons mais graves ou mais agudos apenas afastando ou aproximando o microfone. É só lembrar do “efeito proximidade”, que pode e deve ser usado em seu favor.

4) Não passe na frente das caixas acústicas com o microfone apontado para elas. Isso causará microfonia.

5) Não envolva o globo do microfone (aquela parte redonda que protege a cápsula) com a mão. Isso altera o padrão de captação do microfone e pode causar microfonia.

Fonte: http://musicaeadoracao.com.br/25616/microfones-amigos-ou-inimigos/#sthash.c1PL2X83.dpuf

Na Toka Maior - Loja, você encontra o microfone ideal para a sua necessidade, venha nos visitar e confira.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

No dia Mundial da Voz, algumas dicas de cuidado com esse importante "instrumento musical"


14 cuidados para manter a voz saudávelComo comer maçã e até bocejar ajudam a preservar a saúde vocal

Passar um dia rouco já é o suficiente para perceber o quanto a voz é importante para o ser humano. Por meio dela, conseguimos comunicar nossos pensamentos e emoções, além de revelarmos muito da nossa personalidade. 

Os cuidados com esse meio de expressão é essencial. "Cuidar da voz é uma questão de condicionamento físico. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia", aconselha a fonoaudióloga Thays Vaiano. 

"O ideal é prestar atenção nos sinais que a voz nos dá. Ficar rouco com frequência, sentir dor, dificuldade na hora de falar ou viver com a garganta coçando são sinais de que algo vai mal", completa a especialista. Para evitar esses incômodos e garantir uma voz saudável, confira dicas de fonoaudiólogos:


1- Invista na maçã! A fonoaudióloga Thays Vaiano explica que a fruta tem ação adstringente, ou seja, "limpa" a garganta, trazendo alívio e bem-estar.


2- Evite pigarros: "Ao efetuar muitos pigarros com o objetivo de melhorar a secreção presente nas pregas vocais, o efeito é exatamente contrário", adverte a fonoaudióloga Sonia Salama, membro do Comitê Nacional de Fluência da Fala. Por isso, para compensar a necessidade de tossir ou pigarrear forte, tente beber água ou deglutir algumas vezes.


3- Boceje! O lema é relaxar. Aproveite ao acordar para bocejar e espreguiçar, ações que podem diminuir a tensão da região do pescoço e dos ombros. "Transforme também a hora do banho em um momento de relaxamento. Faça alguns exercícios movimentando os ombros e o pescoço na água morna", aconselha a fonoaudióloga Solange Dorfman.


4- Evite o cigarro. Ele é um dos maiores vilões da voz - e da laringe! "Causa irritação e pode provocar laringite. Com o tempo, a voz engrossa e perde a potência", explica Sonia Salama, fonoaudióloga. A nicotina, associada ao calor da fumaça, resseca as cordas vocais fazendo com que você fique rouco ou force ainda mais a musculatura para falar. E as consequências não ficam por aí: estudos comprovam que a incidência de câncer de laringe é maior em fumantes.


5- Beba álcool com moderação. Ele também irrita as vias respiratórias e altera a qualidade vocal. Alguns cantores costumam dizer que a bebida ajuda a "aquecer" a voz. Mas não caia nesse mito! "O excesso de álcool pode até gerar um efeito agradável de relaxamento, mas também tem o efeito de anestésico", explica a fonoaudióloga Sonia. Com as pregas vocais "amortecidas", não conseguimos controlar o esforço que utilizamos ao falar e podemos exagerar, causando um grande desgaste.


6- Não tome muito café. Essa bebida energética também é censurada quando o assunto é saúde vocal. Os responsáveis são o teor de cafeína e a temperatura elevada do café. "Eles desidratam as cordas vocais, assim como o cigarro, e provocam um aumento da acidez no estômago, causando refluxo e ardor na hora de falar", alerta a fonoaudióloga Thays Vaiano.
Articule bem as palavras. A leitura labial e a boa dicção são importantes na comunicação. Articular bem a boca ao conversar facilita que os outros entendam o que você quer dizer e evita que você tenha que falar mais alto ou gritar para conversar.


7- Articule bem as palavras. A leitura labial e a boa dicção são importantes na comunicação. Articular bem a boca ao conversar facilita que os outros entendam o que você quer dizer e evita que você tenha que falar mais alto ou gritar para conversar.


8- Não grite, não sussurre. Fale normalmente. Usar a voz em tom mais alto ou mais baixo que o habitual necessita um esforço maior, que pode provocar a formação de nódulos. "O calo acontece quando a pessoa força demais a musculatura e produz um choque entre as cordas vocais, devido a essa tensão exagerada. Como consequência, a voz fica com um agudo muito irritante e as pessoas perdem até mesmo o fôlego para falar", explica José Antônio Pinto, otorrinolaringologista do Hospital e Maternidade São Camilo.

9- Preste atenção na sua respiração. Respirar pelo nariz é sempre mais saudável. Problemas respiratórios - a maioria de fundo alérgico - nos levam a respirar pela boca. Com isso, a garganta fica mais ressecada e fazemos um esforço maior para falar e respirar.


10- Tome bastante líquido em temperatura ambiente. A hidratação é a chave para cuidar das pregas vocais. O ideal é ingerir uma média de dois litros de água por dia, ou um copo de água a cada duas horas. "Dessa forma, toda a área das pregas vocais fica mais lubrificada", afirma a fonoaudióloga Sonia Salama. Se sua garganta for sensível ou já estiver irritada, também é interessante evitar líquidos muito gelados.


11 - Tire do cardápio alimentos que causam azia e má-digestão. O motivo é o refluxo gástrico, que é ácido e pode irritar a garganta. A fonoaudióloga Solange Dorfman também recomenda manter sempre uma alimentação equilibrada, sem ficar muitas horas em jejum, e mastigar bem os alimentos.


12- Procure não gritar, falar muito alto ou cantar durante muito tempo. Alterne períodos de descanso vocal com atividades nas quais você tem que falar muito. "Usar a voz seguidamente durante muito tempo pode levar a uma fadiga muscular", justifica a fonoaudióloga Solange. Aos profissionais que precisam fazer uso diário e constante da voz - como professores, cantores, atores e jornalistas -, fica a dica da fonoaudióloga Thays Vaiano: "Tente não concentrar a força no pescoço, pois é esta força cervical que compromete o aparelho fonador"


13 - Evite ficar muito tempo em ambientes com ar condicionado. Ele compromete a respiração e resseca o aparelho fonador. É preciso fazer um esforço muito maior com as cordas vocais para produzir o mesmo som que seria emitido sem tanta dificuldade em um ambiente livre de ar condicionado.

14 - Nada de muitos condimentos na comida. Pimenta e outros temperos podem deixar a comida mais saborosa, mas o exagero pode provocar irritações nas cordas vocais. Dependendo da sensibilidade, nem mesmo um bom gole de água pode aliviar a complicação.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/13136-14-cuidados-para-manter-a-voz-saudavel
POR LETÍCIA GONÇALVES - ATUALIZADO EM 13/06/2014